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  • Pôster do filme Orphan, de László Nemes, mostrando um menino e um homem usando óculos de proteção

    Assistiu ao filme O Órfão, de László Nemes.

    Cinematografia e arte muito bonitas. Eu adoro um filme de época, então pra mim é sempre uma delícia acompanhar a construção desses cenários. Mas esse me irritou bastante – a sensação no final é de que o drama só serviu de pretexto pra fazer propaganda anticomunista. Preguiça. Não vale as mais de duas horas.


  • Poster do filme Moscas

    Assistiu ao filme Moscas, de Fernando Eimbcke.

    Apertei o play despretensiosamente nesta noite fria e molhada de domingo e foi uma escolha feliz. Acabei de perceber que esse é o terceiro filme assistido recentemente que é protagonizado por uma criança… curioso. Eu amei. A alegria infantil que contamina o coração mais endurecido pela dor. Chorei e sorri. Apesar da história triste, transmite muita leveza. Lindo.

    1ST CRIS//Y//OLGA
    2ND R.M.T


  • father mother sister brother

    Assistiu ao filme Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch.

    Que desperdício de um grande elenco… meh. Água de chuchu. Achei tosco como buscou conectar as três histórias, mirou na sutileza mas ficou artificial (me constrangi um pouco). Difícil de encontrar algo que justifique a premiação no Festival de Veneza.


  • Poster do filme A Garota da Agulha

    Assistiu ao filme A Garota da Agulha, de Magnus von Horn.

    Cruz credo, que história tenebrosa! Fui garota e só olhei a sinopse, não fazia ideia do gênero (horror psicológico), me surpreendi com a experiência pesadíssima. Não posso recomendar pois preferia ter passado a vida toda sem conhecer os fatos reais nos quais se basearam para desenvolver a narrativa do filme. Mas que é um filmão, é um filmão.


  • Pôster do filme My Father's Shadow, de Akinola Davies Jr. Silhuetas de um homem e duas crianças em fundo laranja

    Assistiu ao filme A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr.

    Muito especial, gostei demais! É um filme extremamente imersivo e contemplativo. Uma das cinematografias mais bonitas que vi nos últimos tempos, filmada em muitos momentos na perspectiva das crianças. Explora de forma muito delicada a memória, os sonhos e o limiar entre o mundo dos vivos e dos mortos. Me quebrou descobrir que é parcialmente autobiográfico, sendo o diretor e o roteirista dois irmãos que perderam o pai muito cedo. Também aprendi muito sobre a história recente da Nigéria, o que é sempre um ponto extra. Recomendo.

    Dear father, I will see you in my dreams…


  • Pessoa caminha por uma trilha em zigue-zague em uma colina em direção a uma árvore solitária no topo

    Assistiu ao filme Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami.

    Cinema!!!! Simplesmente perfeito, que filme encantador. Eu terminei de assistir sorrindo de orelha a orelha, impactada por tanta ternura. O protagonista vive uma odisseia (ha!) para devolver um caderno ao colega de classe, pois é isso que um bom amigo faz pelo outro.

    A substituição das portas de madeira, trabalhadas por um artesão apaixonado pelo que faz, pelas portas de ferro, que “duram para sempre”, me parece uma bela analogia para o endurecimento na passagem da infância para a vida adulta.


  • Poster do filme A Odisseia, de Christopher Nolan

    Assistiu ao filme A Odisseia, de Christopher Nolan.

    Vale a pena assistir. Foi uma experiência envolvente e me diverti, embora vários pontos tenham me incomodado muito. Já que está todo mundo falando tanto desse filme, vou dar o meu pitaco:

    No primeiro terço fiquei me perguntando se iria suportar até o final, tamanha a minha irritação com os diálogos expositivos. Tudo bem, tem algumas informações importantes para contextualizar o espectador, mas não dava pra colocar uma cartela no início? Ou será que a preocupação é se o americano médio vai ser capaz de ler algumas frases na tela? Complicado, viu…

    O ritmo frenético do filme é outra coisa que me assombra. Esse primeiro terço me deu a impressão de estar assistindo a um eterno trailer, de tão frenéticos os cortes. Felizmente depois a montagem dá uma melhorada, e teve um momento glorioso em que uma mesma tomada ficou uns 7 segundos sem corte – vibrei! Como resultado de toda essa correria, as três horas de filme não foram capazes de transmitir o desespero da jornada de dez anos de Odisseu; a impressão que eu tive é que apenas algumas semanas se passaram. Achei isso uma pena.

    Fora isso, amei a sonoplastia e os efeitos especiais – são fantásticos, um refresco dessa sobrecarga de IA. A trilha é meio over, acho que mal tem um segundo sem música torando pra socar a emoção que os diálogos mal escritos não dão conta de imprimir… mas ok, não dava mesmo pra esperar sutileza do Christopher Nolan.

    Não me incomodam as mudanças na narrativa “original”, acho que ele encontrou várias soluções interessantes para viabilizar essa adaptação. Entretanto, considero uma abordagem hipermaterialista, desprovida de encanto e mistério, de uma história tão permeada pelas divindades. A arte e o figurino também trazem essa sobriedade, apresentando gregos e troianos paupérrimos que nunca tiveram contato com uma tinta. A vibe mais genérica possível.

    Gravaram a Odisseia do Nolan nos estúdios da Record?

    — Cavaleiro Marginal (@arthursemtavola.bsky.social) 2025-11-14T22:19:43.488Z

    Dito tudo isso: apesar da perspectiva de Nolan me irritar tanto, fiquei satisfeita de ter assistido. Afinal, é um novo olhar para a Odisseia, história que merece ser recontada ad aeternum. Como um blockbuster de ação, é extremamente bem-sucedido. E tem o mérito de propor uma reflexão sobre o básico de decência humana para uma nação que precisa desesperadamente colocar a mão na consciência.


  • O Convite. Dois casais em um jantar. Com Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton. Estreia 9 de julho

    Assistiu ao filme O Convite, de Olivia Wilde.

    Amei! Não tinha lido nem a sinopse, não fazia ideia do que viria. Comédia divertidíssima, morri de constrangimento e dei gostosas risadas. Só de lembrar de algumas cenas e falas já começo a rir de novo. Bobagem na medida certa; eu só não recomendo para assistir em casal se o seu relacionamento tiver esfriado, mó climão.


  • Pôster do filme So Long, My Son, de Wang Xiaoshuai. Um homem carrega um menino nos ombros ao lado de uma mulher

    Assistiu ao filme So Long, My Son, de Wang Xiaoshuai.

    Uau, que experiência! São mais de 3 horas completamente justificadas. Extremamente sensível, atuações maravilhosas, contexto histórico interessantíssimo. Recomendo muito. Aprendi demais sobre a política do filho único da China assistindo a esse filme e depois fui ler mais a respeito; é um tema muito… complexo.


  • Inshallah a Boy, filme de Amjad Al Rasheed. Uma mulher de hijab amarelo abraça e beija a cabeça de uma menina

    Assistiu ao filme Inshallah a Boy, de Amjad Al Rasheed.

    O primeiro filme jordaniano exibido em Cannes e o meu primeiro contato com a Jordânia em todos os sentidos. Fui engolida pelo drama do filme, que é muito bem construído. Mas traz uma realidade muito difícil de entrar em contato para qualquer mulher… desesperador. Não tenho nem palavras.


  • Pôster do filme Sehnsucht in Sangerhausen, de Julian Radlmaier, com quatro pessoas dormindo juntas

    Assistiu ao filme Fantasmas de Julho, de Julian Radlmaier.

    Bela cinematografia e uma narrativa bem original. Que filme gostosinho, leve, gostei. Conseguiu me transportar pro verão de Sangerhausen, senti até calor!


  • Pôster do filme A Useful Ghost: o rosto de uma mulher formado por mangueiras de aspirador que envolvem um homem

    Assistiu ao filme A Useful Ghost, de Ratchapoom Boonbunchachoke.

    Realismo mágico tailandês muito louco. Eletrodomésticos e máquinas são possuídos por fantasmas numa narrativa que aborda o apagamento da memória de estudantes mortos em um massacre na ditadura. Só para ter uma ideia, há uma cena em que um aspirador de pó e uma geladeira entram numa briga violenta (juro!). Achei muito ousado e me diverti horrores, embora o filme tenha se perdido um bocado no meio do caminho.