

Rio de Janeiro agora virou a terra dos ventos. Após um dia de chuva e ventania, o mar amanheceu assim, coisa linda!! E segue ventando. Arrependida de não ter me vestido para dar um tibum rapidinho.


Rio de Janeiro agora virou a terra dos ventos. Após um dia de chuva e ventania, o mar amanheceu assim, coisa linda!! E segue ventando. Arrependida de não ter me vestido para dar um tibum rapidinho.
Hoje eu sonhei com um grande encontro da blogosfera (juro!!) e foi divertidíssimo. Conheci várias pessoas que acompanho e que também leem as bobagens que posto por aqui. Foi uma confraternização muito legal. Curiosamente, tinha um rapaz, cujo nome desconheço, que também estava lendo Os sabiás da crônica; fofocamos muito sobre pontos polêmicos da leitura. Se você é uma pessoa que existe, vem falar comigo!

Assistiu ao filme A Garota da Agulha, de Magnus von Horn.
Cruz credo, que história tenebrosa! Fui garota e só olhei a sinopse, não fazia ideia do gênero (horror psicológico), me surpreendi com a experiência pesadíssima. Não posso recomendar pois preferia ter passado a vida toda sem conhecer os fatos reais nos quais se basearam para desenvolver a narrativa do filme. Mas que é um filmão, é um filmão.
Estive pensando em criar algum tipo de randomização de destinos de caminhadas, pra ver se vario um pouco os meus passeios diários. Com uma breve pesquisa acabei encontrando uma ferramenta ótima, chamada RandoWalk.
Não satisfeita, decidi auto-hospedar e ainda dar uma embelezada no negócio, pois se for usar todo dia, que fique bonitinho né? Fiquem à vontade para brincar e trazer um pouco de magia pro dia de vocês.

Assistiu ao filme A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr.
Muito especial, gostei demais! É um filme extremamente imersivo e contemplativo. Uma das cinematografias mais bonitas que vi nos últimos tempos, filmada em muitos momentos na perspectiva das crianças. Explora de forma muito delicada a memória, os sonhos e o limiar entre o mundo dos vivos e dos mortos. Me quebrou descobrir que é parcialmente autobiográfico, sendo o diretor e o roteirista dois irmãos que perderam o pai muito cedo. Também aprendi muito sobre a história recente da Nigéria, o que é sempre um ponto extra. Recomendo.
Dear father, I will see you in my dreams…

Acompanhei o eclipse da janela de casa. Foi incrível!!

Assistiu ao filme Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami.
Cinema!!!! Simplesmente perfeito, que filme encantador. Eu terminei de assistir sorrindo de orelha a orelha, impactada por tanta ternura. O protagonista vive uma odisseia (ha!) para devolver um caderno ao colega de classe, pois é isso que um bom amigo faz pelo outro.
A substituição das portas de madeira, trabalhadas por um artesão apaixonado pelo que faz, pelas portas de ferro, que “duram para sempre”, me parece uma bela analogia para o endurecimento na passagem da infância para a vida adulta.

Assistiu ao filme A Odisseia, de Christopher Nolan.
Vale a pena assistir. Foi uma experiência envolvente e me diverti, embora vários pontos tenham me incomodado muito. Já que está todo mundo falando tanto desse filme, vou dar o meu pitaco:
No primeiro terço fiquei me perguntando se iria suportar até o final, tamanha a minha irritação com os diálogos expositivos. Tudo bem, tem algumas informações importantes para contextualizar o espectador, mas não dava pra colocar uma cartela no início? Ou será que a preocupação é se o americano médio vai ser capaz de ler algumas frases na tela? Complicado, viu…
O ritmo frenético do filme é outra coisa que me assombra. Esse primeiro terço me deu a impressão de estar assistindo a um eterno trailer, de tão frenéticos os cortes. Felizmente depois a montagem dá uma melhorada, e teve um momento glorioso em que uma mesma tomada ficou uns 7 segundos sem corte – vibrei! Como resultado de toda essa correria, as três horas de filme não foram capazes de transmitir o desespero da jornada de dez anos de Odisseu; a impressão que eu tive é que apenas algumas semanas se passaram. Achei isso uma pena.
Fora isso, amei a sonoplastia e os efeitos especiais – são fantásticos, um refresco dessa sobrecarga de IA. A trilha é meio over, acho que mal tem um segundo sem música torando pra socar a emoção que os diálogos mal escritos não dão conta de imprimir… mas ok, não dava mesmo pra esperar sutileza do Christopher Nolan.
Não me incomodam as mudanças na narrativa “original”, acho que ele encontrou várias soluções interessantes para viabilizar essa adaptação. Entretanto, considero uma abordagem hipermaterialista, desprovida de encanto e mistério, de uma história tão permeada pelas divindades. A arte e o figurino também trazem essa sobriedade, apresentando gregos e troianos paupérrimos que nunca tiveram contato com uma tinta. A vibe mais genérica possível.
Dito tudo isso: apesar da perspectiva de Nolan me irritar tanto, fiquei satisfeita de ter assistido. Afinal, é um novo olhar para a Odisseia, história que merece ser recontada ad aeternum. Como um blockbuster de ação, é extremamente bem-sucedido. E tem o mérito de propor uma reflexão sobre o básico de decência humana para uma nação que precisa desesperadamente colocar a mão na consciência.
Eu finalmente consegui escrever Odisseia sem acento (uó).
Inspirada pela enxurrada de posts da galera comentando sobre seus blogs antigos, fui novamente mergulhar na Wayback Machine para ler o que eu escrevia 18 anos atrás. Encontrei alguns posts que não tinha visto na última vez que entrei… são tantas emoções. É muito engraçado ver como eu ainda escrevo parecido com aquela pirralha! Rindo muito.

Que dia escuro! Luzes acesas desde a manhã. Saí pra dar uma caminhada pós-almoço e peguei uma baita chuva no caminho de volta. Claro que esqueci de colocar a minha capa. Mas sabe que, de vez em quando, eu acho gostoso tomar um pouco de chuva?

Assistiu ao filme O Convite, de Olivia Wilde.
Amei! Não tinha lido nem a sinopse, não fazia ideia do que viria. Comédia divertidíssima, morri de constrangimento e dei gostosas risadas. Só de lembrar de algumas cenas e falas já começo a rir de novo. Bobagem na medida certa; eu só não recomendo para assistir em casal se o seu relacionamento tiver esfriado, mó climão.

Iniciou a leitura de Os sabiás da crônica, de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Stanislaw Ponte Preta, Vinicius de Moraes e org. de Augusto Massi.
Fui pesquisar crônicas sobre sabiás após minha felicidade pela cantoria na janela, e qual foi a minha surpresa ao descobrir que Rubem Braga era apelidado de sabiá! Um link após o outro e encontrei a antologia de crônicas desse grupo da pesada. Inevitável, peguei pra ler.



O carioca é insuportável pois não dá pra viver num lugar tão bonito como se nada fosse. Sou dessas que enaltecem até o fim! E daí que o mundo tá acabando?

Terminou a leitura de Fala, amendoeira, de Carlos Drummond de Andrade.
Que leitura deliciosa. Triste de ter terminado, mas logo animei ao me dar conta de que existem muitas outras coletâneas como essa. Fiquei imaginando como devia ser a rotina de acordar, passar um café e abrir o jornal pra ler a última crônica de Drummond. Três crônicas por semana. Fora as de seus outros colegas de profissão, que recheavam as páginas de vários jornais. Nostálgica por algo que nem vivi.
Na madrugada passada fui surpreendida pelo canto dos sabiás que se instalaram nas árvores que ficam logo abaixo da minha janela. Já fazem alguns anos desde que me mudei pra cá e até essa semana não havia uma população de cantores por aqui.
Eu fiquei tão, mas tão emocionada ouvindo o canto deles! Ouvia-se muito na rua onde cresci e escutar esse canto de dentro de casa novamente me trouxe uma sensação de conforto inexplicável. Dormi deliciosamente, apesar da intensa vocalização às 03:00 da manhã.